
Esta fotografia é sem dúvida a que marca o meu processo de construção de linguagem, que se assimila com a minha percepção de mundo e fugacidade do olhar. Acho que falar de uma imagem é profanar a natureza expressiva da mesma, por isso não posso e nem devo falar dessa imagem. Posso, se me perguntarem relatar as circunstancias em que foi produzida, não lembro os detalhes técnicos como abertura e velocidade, pois foi feita em um momento sem condições nenhma de planejamento. Com essa foto, tenho sido incentivado por várias pessoas a mostrar mais o meu trabalho e tenho me sentido cobrado por mim mesmo a investigar essa temática dos (des)encontros que por si são absolutamente reveladores de um potencial imenso de abertura para um diálogo entre vários campos do saber por onde transito, a saber a psicanálise, o campo da espiritualidade e o das artes visuais. Inicio aqui a exploração do tema "Poética do (sub) Urbano" cujo objetivo é publicar estudos e leituras com vistas a uma possível inserção no debate acadêmico, possibilitando a formatação de um estudo a nível de mestrado, unindo através de autores como Duran, Bachellard e artistas precursores da fotografia como o Henri Cartier Bresson. O que proponho enquanto vertente de pesquisa é um estudo das sutilezas dos encontros e desencontros como construção de uma narrativa a partir do universo subjetivo de quem vê as imagens.
Poéticas do (sub) urbano pretende mostrar o humano em condições (sub) humanas ou seria (supra) humanas?
*Esta imagem é protegida por direitos autorais.
Poéticas do (sub) urbano pretende mostrar o humano em condições (sub) humanas ou seria (supra) humanas?
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