sábado, 17 de outubro de 2009

Anjos Guardiães




Os anjos guardiães são embaixadores de Deus, mantendo acesa a chama da fé nos corações e auxiliando os enfraquecidos na luta terrestre.
Quais estrelas formosas, iluminam as noites das almas e atendem-lhes as necessidades com unção e devotamento inigualáveis.
Perseveram ao lado dos seus tutelados em toda circunstância, jamais se impacientando ou os abandonando, mesmo quando eles, em desequilíbrio, vociferam e atiram-se aos despenhadeiros da alucinação.
Vigilantes, utilizam-se de cada ensejo para instruir e educar, orientando com segurança na marcha de ascensão.
Envolvem os pupilos em ternura incomum, mas não anuem com seus erros, admoestando com severidade quando necessário, a fim de lhes criarem hábitos saudáveis e conduta moral correta.
São sábios e evoluídos, encontrando-se em perfeita sintonia com o pensamento divino, que buscam transmitir, de modo que as criaturas se integrem psiquicamente na harmonia geral que vige no Cosmo.
Trabalham infatigavelmente pelo Bem, no qual confiam com absoluta fidelidade, infundindo coragem àqueles que protegem, mantendo a assistência em qualquer circunstância, na glória ou no fracasso, nos momentos de elevação moral e naqueloutros de perturbação e vulgaridade.
Nunca censuram, porque a sua é a missão de edificar as almas no amor, preservando o livre-arbítrio de cada uma, levantando-as após a queda, e permanecendo leais até que alcancem a meta da sua evolução.
Os anjos guardiães são lições vivas de amor, que nunca se cansam, porquanto aplicam milênios do tempo terrestre auxiliando aqueles que lhes são confiados, sem se imporem nem lhes entorpecerem a liberdade de escolha.
Constituem a casta dos Espíritos Nobres que cooperam para o progresso da humanidade e da Terra, trabalhando com afinco para alcançar as metas que anelam.
Cada criatura, no mundo, encontra-se vinculada a um anjo guardião, em quem pode e deve buscar inspiração, auscultando-o e deixando-se por ele conduzir em nome da Consciência Cósmica.
*Tem cuidado para que te não afastes psiquicamente do teu anjo guardião.
Ele jamais se aparta do seu protegido, mas este, por presunção ou ignorância, rompe os laços de ligação emocional e mental, debandando da rota libertadora.
Quando erres e experimentes a solidão, refaze o passo e busca-o pelo pensamento em oração, partindo de imediato para a ação edificante.
Quando alcances as cumeadas do êxito, recorda-o, feliz com o teu sucesso, no entanto preservando-te do orgulho, dos perigos das facilidades terrestres.
Na enfermidade, procura ouvi-lo interiormente sugerindo-te bom ânimo e equilíbrio.
Na saúde, mantém o intercâmbio, canalizando tuas forças para as atividades enobrecedoras.
Muitas vezes sentirás a tentação de desvairar, mudando de rumo. Mantém-te atento e supera a maléfica inspiração.
O teu anjo guardião não poderá impedir que os Espíritos perturbadores se acerquem de ti, especialmente se atraídos pelos teus pensamentos e atos, em razão do teu passado, ou invejando as tuas realizações… Todavia te induzirão ao amor, a fim de que te eleves e os ajudes, afastando-os do mal em que se comprazem.
O teu anjo guardião é o teu mestre e amigo mais próximo.
Imana-te a ele.
Entre eles, os anjos guardiães e Deus, encontra-se Jesus, o Guia perfeito da humanidade.
Medita nas Suas lições e busca seguir-Lhe as diretrizes, a fim de que o teu anjo guardião te conduza ao aprisco que Jesus levará ao Pai Amoroso.
Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Momentos Enriquecedores. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. Salvador, BA: LEAL. 1994.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

AUTOCONSCIENTIZAÇÃO

Os dias atuais, caracterizados pelos conflitos psicológicos, em face do tumulto que domina o pensamento da sociedade e as ambições de cada indivíduo, exigem profundas reflexões, a fim de que a harmonia permaneça nos sentimentos humanos e na conduta pessoal em relação a si mesmo.
As admiráveis conquistas da Psicologia profunda, contribuindo para a solução dos muitos distúrbios que se apresentam perturbadores, convidam à meditação em torno da realidade que se é, para que sejam superados os condicionamentos em que se encontra, de forma a situar-se com equilíbrio ante os desafios e as injunções, não raro, penosos, que se apresentam em toda parte exigindo decisões inadiáveis.
Atordoando-se ante o volume das atividades que defronta, o indivíduo percebe-se desequipado de valores que lhe facultem uma boa administração das injunções em que se encontra, não sabendo o rumo que deve seguir.
Convidado, porém, à auto-reflexão, à autoconscientização mediante as quais poderá descobrir a sua realidade essencial, recusa-se por automatismo, receando penetrar-se em profundidade, em razão do atavismo castrador a que se submete.
A sombra que o condiciona ao aceito e determinado ameaça-o de sofrimento, caso busque iluminar o seu lado escuro, permitindo-lhe a autoidentificação que se encarregará de libertá-lo das aflições e conflitos de comportamento, que são heranças ancestrais nele prevalecentes.
Vitimado pelo jogo das paixões sensoriais, anula a própria alma que discerne, e procura não se deixar vencer pelos desejos infrenes que o arrastam ao jogo ilusório do prazer desmedido.
Apresentando-se incapaz, no entanto, de lutar pela libertação interior, permite-se arrastar mais facilmente pelo tumulto dos jogos da sensualidade, naufragando nas aspirações de enobrecimento e de cultura, de beleza e de espiritualidade, temendo perder a oportunidade que a todos é oferecida de desfrutar as facilidades e permissões morais que constituem a ordem do dia.
A estrutura psicológica do ser humano é trabalhada por mecanismos muito delicados, sofrendo os golpes violentos da ignorância, do prazer brutalizado, dos vícios inveterados. Não suportando a alta carga de tensões que esses impositivos lhe exigem, libera conflitos e temores primitivos que estão adormecidos, desequilibrando as emoções, cujos equipamentos sutis geram distonias e depressões.
O desvario do sexo, que se tornou objeto de mercado, transformando homens e mulheres em coisas de fácil aquisição, é também instrumento de projeção social, de conquista econômica, de exaltação do ego, despertando nas mentes imaturas psicologicamente ânsias malcontidas de desejos absurdos, nele centralizando todas as aspirações, por considerá-lo indispensável ao triunfo no círculo em que se movimenta.
Incompleto, por não saber integrar os seus conteúdos psicológicos da anima à sua masculinidade e do animus à sua feminilidade, conseguindo a realização da obra-prima que lhe deve constituir meta, o ser humano deixa-se arrastar pelas imposições de um em detrimento do outro, afligindo-se sem saber por qual motivo.
Procura, então, agônico e insatisfeito, recuperação na variedade dos prazeres, identificando-se mais confuso, a um passo de transtorno sempre mais grave, qual ocorre a todo instante no organismo social e nos relacionamentos inter-pessoais.
A sombra governa-o, e ele se recusa à luz da libertação.
O Apóstolo Paulo afirmou: "Não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse eu faço." (Romanos, 7-19.)
Nesse auto-reconhecimento, o nobre servidor do Evangelho de Jesus denunciava a existência do seu lado escuro, impulsionando-o a atitudes que reprovava e não conseguia impedir-se de praticar. Mediante, porém, esforço perseverante e autoconscientização da própria fragilidade psicológica, o arauto da Era Nova conseguiu atingir a culminância do seu apostolado, quando proclamou: "(...) E vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim... (Gálatas, 2:20.)"
Somente através da coragem para encontrar a consciência mediante uma análise tranqüila das possibilidades de que dispõe é que a criatura humana logrará liberar-se da situação conflitiva que a domina, facultando-se selecionar os valores reais daqueles ilusórios aos quais se atribui significados, mas que sem-pre deixam frustração e vazio existencial.
A experiência física tem objetivos bem delineados que se apresentam acima da vacuidade dos interesses imediatistas que dominam na moderna sociedade consumista. Esse seu consumismo exterior resulta dos obscuros conflitos internos que projetam para fora e para outrem sua imagem de inquietação, transferindo-a do eu profundo, como necessidade de agitação para fugir de si mesmo.
Sucede que, nessa ansiosa projeção, o ser se torna consumido pelos demais, e por sua vez, destituído dos sentimentos profundos de amor, procura consumir os outros, utilizando dos seus recursos e qualidades reais ou imaginárias para saciar a sede de prazer em que se aturde, e seguir adiante.
Não saciado, porque essas experiências somente mais afligem, surge a necessidade das extravagâncias, pelas libações alcoólicas, pelo uso de substâncias químicas alucinantes, pelas aberrações sexuais intituladas de variedades para o prazer, pela agressividade, pela violência, ou pela queda nos abismos da depressão, da loucura, do suicídio...
A única alternativa disponível, portanto, para o ser humano de hoje, qual ocorreu com o de ontem, é o mergulho interior, a autodescoberta, a conscientização da sua realidade de Espírito imortal em viagem transitória pelo corpo, a fim de adquirir novas realizações, reparando males anteriores e conseguindo harmonia íntima, para que possa desfrutar de todas as concessões que se lhe encontram à disposição, premiando-o pelo esforço de autoconquista e autolibertação.
Naturalmente que, ao ser ativado o mecanismo de identificação do ser real, o hábito da fuga dos compromissos superiores induz à projeção, para poupar-se à dor, o que constitui um grande erro, porquanto o sofrimento se tornará ainda mais penoso.
É óbvio que somente a claridade vence as sombras, e a autoconscientização é o foco de luz direcionado à escuridão que predomina no comportamento psicológico do ser humano.
Jesus asseverou com propriedade ser a luz do mundo, porque a Humani-dade se encontrava em profunda escuridão, qual ocorre nos dias presentes.
A Sua é a mensagem de responsabilidade pessoal perante a vida, e de serviço constante em favor de si mesmo e da coletividade.
Trazendo aos homens e mulheres o Seu exemplo de amor e de abnegação, não se propôs carregar o fardo do mundo, a fim de liberá-los de suas responsabilidades, mas ensinou a todos como conduzirem os seus problemas e angústias, solucionando-os com o amor a Deus, a si mesmos e ao próximo, por ser esse sentimento de amor a perene luz de libertação de toda a sombra existente no mundo íntimo e na sociedade em geral.
Joanna de Ângelis

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

(des)encontro


Esta fotografia é sem dúvida a que marca o meu processo de construção de linguagem, que se assimila com a minha percepção de mundo e fugacidade do olhar. Acho que falar de uma imagem é profanar a natureza expressiva da mesma, por isso não posso e nem devo falar dessa imagem. Posso, se me perguntarem relatar as circunstancias em que foi produzida, não lembro os detalhes técnicos como abertura e velocidade, pois foi feita em um momento sem condições nenhma de planejamento. Com essa foto, tenho sido incentivado por várias pessoas a mostrar mais o meu trabalho e tenho me sentido cobrado por mim mesmo a investigar essa temática dos (des)encontros que por si são absolutamente reveladores de um potencial imenso de abertura para um diálogo entre vários campos do saber por onde transito, a saber a psicanálise, o campo da espiritualidade e o das artes visuais. Inicio aqui a exploração do tema "Poética do (sub) Urbano" cujo objetivo é publicar estudos e leituras com vistas a uma possível inserção no debate acadêmico, possibilitando a formatação de um estudo a nível de mestrado, unindo através de autores como Duran, Bachellard e artistas precursores da fotografia como o Henri Cartier Bresson. O que proponho enquanto vertente de pesquisa é um estudo das sutilezas dos encontros e desencontros como construção de uma narrativa a partir do universo subjetivo de quem vê as imagens.

Poéticas do (sub) urbano pretende mostrar o humano em condições (sub) humanas ou seria (supra) humanas?

*Esta imagem é protegida por direitos autorais.

sábado, 6 de junho de 2009

"cartas não escritas do pintor espanhol"


Uma das experiências de sonhos mais marcantes para mim aconteceu há mais ou menos um ano atrás, quando por duas ou três vezes eu tive sonhos absolutamente intrigantes, ligados ao artista espanhol, gênio do Surrealismo Salvador Dalí.

Em um dos sonhos eu via as imagens se desfazendo e se deformando, o que fazia com que eu acordasse apavorado e em prantos, em um choro inexplicável. Em outro sonho, eu estava em um lugar sombrio, em tons de cinza, em uma atmosfera fria e sem cor, lembrando um lugar de inverno rigoroso, um nevoeiro denso. Nesse sonho eu estava em um lugar mais alto, como se fosse em uma colina e dançando com uma mulher em trajes de bailarina. Lembro nitidamente do rosto dela, pois este tinha uma luz diferente do ambiente e ao acordar, me vem na mente a frase: "cartas não escritas do pintor espanhol", evocada durante o sonho.

Ao acordar também em um choro estranho, vou direto para o computador e pesquiso sobre Salvador Dali e para a maior surpresa de minha vida, lá está a imagem da mulher com que eu estava dançando no sonho - Gala a sua mulher, grande amor de sua vida - exatamente na mesma posição no quadro em que a vi dançando comigo. O mais intrigante de tudo isso é que eu jamais tinha visto imagem dessa mulher em lugar nenhum, jamais tinha visto o quadro em que ela está retratada, embora depois eu tenha descoberto várias pinturas onde ela aparece e que ela foi tema muito presente em sua produção.

Para mim esse sonho ainda é um grande mistério, principalmente pela frase que eu acordei com ela, em forma de enigma. Depois descobri que quando Gala morreu, a produção de Dali foi praticamente encerrada. Essas podem ser as "cartas", ou seja a sua arte, que era a forma de comunicação usada por Dali, vindo de um lugar que eu não sei, mas talvez ele soubesse a quem as endereçava e quem as remetia, entretanto na minha ignorância eu ainda não alcanço a dimensão dessa mensagem e quem sabe um dia eu possa vir a compreendê-la.

Neste vídeo tem uma bela coletânea das obras desse intrigante gênio, que mais do que qualquer outro artista foi fiel na mensagem do inconsciente, transformado-a em imagens.

http://www.youtube.com/watch?v=q-HAyqUPmeo&feature=channel_page

Flávio Santos

sexta-feira, 5 de junho de 2009

dicionário de inglês para cearês

What the hell is that? = Diabéisso?

Hurry up! = Avia, homi!

Take it easy! = Se avexe não!

Don´t be stupid! = Deixe de ser jumento!

Let´s go, fellows! = Rumbora negada!

No thanks! = Carece não!

Very far away! = Lá na carraducarai!

Very good = Danado de bom

This way = Peralí

More or less = Marromeno

Straight ahead = No rumo da venta

Get out of the way = Ó o mei! Sai do mei!

That´s cool! = É pai d´égua!

I give up! = Eu peço penico!

Wait for me! = Perainda!

Hey, mister! = Psiu, ei seu Zé!

Son of a bitch = Fi duma égua

Come to me, baby! = Ande, Tonha!

dicionário do nordeste (Por Fred Navarro)

A
atuzingar - Encher o saco, atormentar, aperrear, no Piauí.

B
bancar o cachorro de são roque - querer ser o tal, botar banca, querer ser o que não é.
biloura [ô] - Na Paraíba e Rio Grande do Norte é síncope, desmaio.

C
cara arrombado - pessoa legal, extraordiário.
caroço do olho - no Piauí é o globo ocular.

D
danar-se no meio do mundo - ir embora, desaparecer, pegar a estrada.
dar a bobônica - acontecer alguma desgraça, receber uma notícia ruim.
desprevenida - à vontade, de camisola, ou sem calcinha.
dor de necessidade - vontade urgente de fazer cocô, dor de barriga violenta, na Bahia.

E
embiocar - esconder, abrigar, guardar.
esgalamido - morto de fome, comilão, amundiçado

F
farnizin - incômodo, nervoso, agonia no Piauí e na Paraíba. Corruptela da palavra frenesi.
fazer terra - na Bahia e Alagoas é encostar na bunda de uma mulher no ônibus lotado, na Paraíba é criar confusão, fofocas, intrigas.
furada - na Bahia é mulher que deixou de ser virgem, deflorada.

G
gachadinha - na Bahia é sinônimo de diarréia, caganeira.
gaitada - risada de deboche, gargalhada.
gambiarra - caso, amante.

H
heliodoro - no Pernambuco é sinônimo de bunda.

I
ingembrar - entortar
ir para a chave - ir preso, ir para a cadeia

J
jóquei de cabrito - pessoa baixinha.

L
lapada - pisa, lambada, surra.

M
marmota - coisa mal feita, feita as pressas
matar a cotia de soco - se masturbar.
matar o bicho - esvaziar a garrafa de aguardente.
meio rádio meio televisão - homossexual
mundiça - ralé, povinho, pobreza.

N
na biela - quando se está sozinho sem namorado (a).
nascer pra cangalha - estar condenado ao fracasso.
no rumo da venta - sempre para frente, em linha reta.

O
oitão - beco, passagem entre a casa e o muro.
ora pelos pés, ora pela cabeça - pessoa que muda de humor muito rapidamente.

P
palpitosa - gostosa, atraente.
passamento - falecimento, desmaio.
prantina - choro demorado, copioso.

Q
queimante - arma de fogo, revólver.
quenga - prostituta, meretriz, garota de programa.

R
riscar da faca - puxar uma faca rapidamente.
rola-voou - pessoa desorientada, intempestiva.

S
sair feito bufa - sair de fininho, sair a francesa.
sapudo - pessoa forte, gorda.

T
ter abuso - não gostar, não suportar
tibungo - mergulho
tomar assento de gente - se comportar, se comportar como gente grande.

U
urubu cangueiro - pessoa alta, desajeitada

V
venta de bezerro novo - pessoa que tem o nariz achatado.
viciado - menino que gosta de comer terra.
viver na quengagem - trocar de namorados ou parceiros rapidamente.

X
xenhenhém - na Paraíba é sinônimo de vagina, no Pernambuco é sarro, arrocho, pegação.

Z
zunhar - meter as unhas, arranhar

t r a d u z i r - s e

Uma parte de mim é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.
Uma parte de mim é multidão:
outra parte estranheza e solidão.
Uma parte de mim pesa, pondera:
outra parte delira.
Uma parte de mim alomoça e janta:
outra parte se espanta.
Uma parte de mim é permanente:
outra parte se sabe de repente.
Uma parte de mim é só vertigem:
outra parte, linguagem.
Traduzir uma parte na outra parte que é uma questão de vida ou morte será arte?

(Ferreira Gullar)